Holland Tulip Festival 2010

Hoje fomos curtir o último dia do Festival de Tulipas em Holland, cidadezinha colonizada por holandeses que fica a duas horas e meia daqui de Ann Arbor. Como sou apaixonada por tulipas, soube desse festival quando ainda morava no Brasil e adorei ter participado do evento pela primeira vez no ano passado. É possível encontrar tulipas em toda Michigan, mas no festival de Holland dá para visitar campos cheinhos delas e participar da festa anual organizada pela cidade.

Este ano quase perdemos o festival por causa do clima. Há praticamente um mês tem chovido todos os finais de semana por aqui e hoje não foi diferente. Infelizmente, por ser o último dia do evento e estar fazendo um frio cabuloso com ventos que quase nos levantavam do chão e faziam nossas mãos sem luvas doerem, a gente este ano curtiu menos o festival do que no ano passado. Até as pobres tulipas foram prejudicadas pelo tempo ruim e muitos foram os canteiros semi destruídos que vi por lá.

 

A única atração do dia que merece alguma menção é a parade que a cidade promove todos os anos para encerrar o festival e que tem de tudo: da rainha da festa e de veteranos da marinha a crianças lutadoras de judô e merchandising ambulante. Coisa mais chata ver aquele pessoal passar e ser efusivamente aplaudido pela multidão! Overall valeu a pena enfrentar temperaturas congelantes para ver isso porque nós sempre encontramos uma forma de nos divertir em qualquer situação, mas espero que a edição de 2011 do Tulip Time Festival seja melhor do que esta. Com uma ajudinha do tempo.

 

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Croquetes de batata com carne moída

Eu vivo dizendo que odeio cozinhar mas nao paro de inventar moda na cozinha. Desta vez cismei de fazer croquetes de batata para meu marido experimentar. Cara, que trabalheira! Eu queria descobrir quem foi o mentiroso que falou que croquetes são fáceis de fazer. Levei umas três horas entre o preparo e a fritura. Lerdinha? Vai ver é porque foi minha primeira vez porque quando terminei eu estava cansada como se tivesse levado uma surra de pau.
Marido me ajudou e caiu de amores pelo quitute brasileiro. Comeu horrores ontem à noite e levou o resto para comer hoje no trabalho. Eu não gostei. Mas talvez seja só implicância minha que não gosto de empanados em geral. Isso mais o cansaço e eu simplesmente não consegui comer os croquetes que tanto trabalho tive para fazer. Fiquei tão frustrada com o resultado da minha experiência que pretendia jogar fora o resto da massa que sobrou, mas o marido não deixou e me fez prometer que vou fazer mais pra ele. Por que diabos ele gostou tanto desses croquetes?
Croquetes de batata com carne moída

1kg de batatas cozidas
2 tabletes de caldo de legumes
1 ovo para a massa
Sal a gosto
1/2 xícara de queijo ralado
Farinha de trigo
1 ovo para empanar
Farinha de rosca para empanar

Preparo
Cozinhe as batatas em água fervente com dois tabletes de caldo de legumes, escorra e passe pelo espremedor (aqui foi no garfo mesmo, colegas). Em um recipiente, coloque as batatas amassadas, o ovo, o sal, o queijo ralado e acrescente farinha de trigo até obter uma massa homogênea e que desgrude das mãos. Abra porções sobre a palma da mão, coloque a carne moída (ou outro recheio de sua preferência) e enrole. Passe pelo ovo batido e depois pela farinha de rosca. Frite em óleo quente.

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Babá não é escrava

Quero compartilhar com vocês meu total desprezo por esse hábito besta que algumas famílias brasileiras têm de carregar a babá, vestidinha de branco, pra cima e pra baixo como se ela fosse uma escrava a ser exibida. Via muito isso nos shoppings centers de SP e muito antes de mudar para os EUA já ficava horrorizada com essa prática. A família toda almoçando e a babá de branco segurando uma criança pirracenta no colo enquanto a mãe finge que não vê. Ninguém conversa com a babá, porque embora ela esteja junto com a família a roupa branca deixa claro que ela não faz parte dessa família e a palavra só é dirigida a ela para se referir a criança de quem ela cuida enquanto os pais comem e tagarelam como se ela não estivesse presente.

Algumas famílias têm duas babás, uma para a semana e outra para o fim de semana (tomar conta dos próprios filhos por dois dias deve ser algo assim insuportável). Já viram fotos de celebridades brasileiras em aniversário de criança? Tem mais babá do que criança. A babá vai vestida de branco para não deixar dúvida de que ela não passa de uma serviçal. Entendo que algumas famílias precisam de uma babá, o que não entendo é a necessidade de carregar a babá para os passeios e as compras e ainda fazê-la vestir aquele uniforme branco lazarento. Pior é que quem faz isso acha que está sendo chique, que a babá de branco confere um certo status. Afe, que coisa mais terceiro mundo!

Não faço parte do grupo de paga paus que cegamente acreditam que tudo nos EUA é melhor do que tudo no Brasil. Vejo aqui coisas que também não gosto e não aprovo. Mas algo que acho ótimo é o fato de nunca ter visto americanos carregando a babá nos passeios/compras/viagens de família. Isso não é comum aqui nem mesmo entre as celebridades. Na verdade, uma americana média nem sequer tem babá, mas as que têm não ficam com essa besteira de exibir a moça por aí como se fosse bonito mostrar para os outros que você é incapaz de cuidar de seu próprio filho num simples passeio ao shopping. Meu marido me disse que os únicos lugares no mundo onde ele viu essa besteira foi no Brasil e na Índia. Que coisa mais esnobe e brega!

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Adeus panelas velhas

Cozinhando aprendi que tentar economizar comprando panelas baratas é uma perda de tempo e de dinheiro porque você corre o risco de um dia se deparar ou com uma panela cujo fundo só aquece o centro, com cabos que sapecam sua mão ou com tampas cujas extremidades cortam você toda. Semana passada doamos três panelas para a Cruz Vermelha por causa desses problemas. A panela de alumínio e a de granito eram porcarias que me estragaram muitas refeições.
Já a panela de pressão era ótima e eu a usava direto e reto, mas tive de me desfazer dela porque deixei queimar uma sopa e não consegui de jeito nenhum limpar o fundo da panela, que escureceu e ficou fedendo queimado. Tentei Bombril, tentei molho de tomate, tentei água fervida com sal, tentei até um produto químico para limpar churrasqueira. Nada deu resultado. Aí fiquei de saco cheio e me livrei dela também.
Para compensar minhas recentes perdas comprei uma panela retangular elétrica (para cozidos, frituras, grelhados) e uma outra (também elétrica) que é ao mesmo tempo panela comum, panela de arroz e panela de pressão. Uma vez que eu não como nem sei fazer arroz, não pretendo usar essa opção de cozimento, mas vou aproveitar bem as outras opções para cozinhar sopa, carne, vegetais, macarrão ou qualquer outra coisa que eu quiser. Sem panela de pressão é que não dava para ficar. E aprendi minha lição. Nunca mais compro panela vagabunda.
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Tirei o aparelho ortodôntico

Esta semana fiquei livre da minha ferradura, ops, do meu aparelho ortodôntico. Foram oito anos (sim, oito) de sofrimento (sim, foi sofrido), de muito dinheiro gasto, de incontáveis aftas doloridas e de centenas de ridículas fotos de boca fechada. Nesse tempo todo tirei o aparelho apenas duas vezes, ambas para casar (com o mesmo homem, bem esclarecido). A cirurgia ortognática corrigiu meu sorriso e representou a etapa final dessa jornada. Meu marido foi sem dúvida um super parceiro. Foi ele quem ajeitou todas as coisas para mim e descobriu os excelentes ortodontista e cirurgião de face que resolveram meu problema. Jamais se queixou nem da demora, nem da burocracia, muito menos dos elevados custos envolvidos.
 
Ontem saímos para comemorar a minha recém adquirida alforria. Passei um batonzão vermelho de puta. hahaha. Infelizmente, as fotos que tirei com meu celular mostrando meus dentões ficaram muito escuras e por isso não vou colocá-las aqui no blog. Mas não se preocupem que vocês ainda terão a oportunidade de ver meu novo sorriso porque uma coisa é certa: eu nunca mais vou tirar foto de boca fechada. rs
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Plano de viagens 2010

As viagens deste ano (não incluindo as já realizadas) estão todas definidas. Quase uma por mês!

Maio: Canadá (Toronto)

Junho: Michigan (Mackinac Island)

Julho: Brasil (Vitória)

Agosto: Vermont, Maine, New Hampshire 

Setembro:
 Holanda (Amsterdam e Delft), Itália (Arezzo, Florença e Roma), Vaticano 

Outubro: Ohio (Columbus e Toledo)

Novembro: Illinois (Champaign)

Dezembro: Illinois (Chicago)

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Mesa bonita todo dia

Aqui em casa não tem isso de cozinhar carne assada e arrumar mesa bonita só no domingo não. Deu vontade de comer uma comida mais caprichada? Vai na segunda ou na quarta-feira mesmo. A mesa é colocada todas as noites. Sempre bonita. Tomamos vinho numa quinta-feira à noite. Em taças. Nunca em copos de plástico. De vez em quando usamos guardanapos de tecido. Jantamos na sala de jantar com uma toalha de mesa sofisticada. Ou na copa mesmo, com o jogo americano mais bacana que tivermos.

Por que tudo isso? Porque a gente merece. Porque a vida urge e não dá para ficar segurando os pequenos prazeres da nossa existência para um amanhã que pode nunca acontecer. Porque queremos ser felizes agora, não num futuro desconhecido. Porque beleza é fundamental e às vezes custa muito pouco: um vaso com flores da estação, velas perfumadas, uma toalha bonita, guardanapos de papel coloridos. Se a gente relaxa e começa a comer no sofá, a usar utensílios de plástico e a reservar a louça bonita para os domingos vai se acostumando a pasmaceira da vida, a sem gracisse das coisas e ao ordinário do cotidiano.

Tem gente que não se permite essas gracinhas porque está sempre esperando algo acontecer: uma casa maior, uma sala de jantar decente, uma mesa nova, mais tempo, mais dinheiro, isso ou aquilo. Eu não espero nada, eu faço acontecer agora. Monto a mesa bonita todos os dias. De veneta decido cozinhar algo especial. Assim, no meio da semana, sem nenhuma razão especial. Só para nós dois. E não basta?

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Marido pianista

Eu amo música clássica! Já o marido não curte. Acho estranho porque ele estudou piano na infância e adolescência. Depois de velho parou de praticar, mas esse final de semana ele praticou um pouco no teclado e para quem estava há um tempão sem tocar ele até que tocou bem. Acho o máximo quem toca piano ou qualquer outro instrumento musical. Estamos pensando em comprar um piano. Mas como é que se compra um piano?
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Corretivo facial e lápis de contorno labial

Finalmente comprei o corretivo fácil e os lápis para contorno dos lábios que eu estava querendo. Meu kit de maquiagem agora está completo. O corretivo foi mais complicadinho de comprar por causa das muitas opções de formato (pó, bastão, líquido) e shades (tonalidade). Para não comprar errado, pesquisei essas informações na internet antes de finalmente me decidir por uma marca. Comprei tudo pela internet. Não quis ir a uma loja de departamentos porque aquelas vendedoras grudam no seu pé e não param de te encher o saco mostrando isso e aquilo. Eu não tenho paciência. Adoro a oportunidade que a internet me dá de evitar esse contato.

Decidi pelo bastão por ser de fácil aplicação e por ser possível usá-lo apenas nas áreas desejadas. Meu maior medo era comprar um corretivo que não espalhasse bem, não camuflasse bem e não fosse no tom correto da minha pele. Algumas marcas, como a Clinique, não oferecem grande variedade de tonalidades, o que pode te levar a comprar um tom muito mais claro ou muito mais escuro do que a sua pele e sair na rua parecendo uma palhaça. Foi na Shiseido que encontrei um corretivo que oferece o tom correto (peach) para minha pele e uma camuflagem adequada sem parecer artificial. Os lápis são daqueles que não precisam ser apontados. Eles duram menos, mas são bem mais práticos. O vermelho é da Estée Lauder e o marrom da Clinique. Ambos são bem macios e deslizam com suavidade pelo contorno da boca.

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Meu tempero caseiro

Nunca consegui encontrar aqui nos EUA tempero pronto como aqueles que compramos nos supermercados brasileiros e eu simplesmente não consigo usar só sal na comida, acho muito sem graça. Minha mãe, que como toda boa mineira costuma preparar seu próprio tempero, foi quem me inspirou a fazer o meu. É preciso paciência. Leva-se horas só para descascar o alho e outro tanto para processar os ingredientes, mas no final vale por se ter um temperinho caseiro sempre a mão – e sem nenhuma química.

TEMPERO CASEIRO BÁSICO

Ingredientes
1kg de alho
1 1/2kg de sal
1 maço de cheiro verde
1/2 copo de óleo vegetal

Preparo

Triture todos os ingredientes em um multiprocessador ou um liquidificador. Acrescente o sal e processe a massa até obter a consistência de um purê. Coloque o tempero em potes de vidro esterelizados e os armazene na geladeira.

Dicas
. A consistência do tempero varia de acordo com a quantidade de sal adicionada
. As quantidades podem ser modificadas de acordo com sua preferência
. Esse tempero pode ser feito somente com sal e alho, sem o cheiro verde
. Vai muito bem com coentro, salsa, cebolinha verde e orégano
. Essa receita pode ser adaptada para temperar arroz, feijão ou carnes

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