Testando esmaltes e removedor

Odeio fazer minhas unhas eu mesma e por isso estou sempre em busca de novidades que ajudem a tornar essa tarefa menos insuportável. Minha última descoberta foram dois produtos da Sally Hansen que me deixaram animadona para testar. O primeiro foi o Color Quick Fast Dry Nail Color Pen, um esmalte em bastão que promete revolucionar a maneira de aplicar o produto, além de garantir secagem rápida.

Pontos positivos: custa barato. Há diversas opções de cores e elas ficam uniformes nas unhas (quando o pincel ajuda). Eu testei as cores Sheer Beige e Clear Opal porque não uso esmaltes de cores escuras. A secagem é de fato rápida, ótimo para quando se está com pressa.

Pontos negativos: é difícil controlar a quantidade de esmalte que sai do bastão. Às vezes sai demais, às vezes sai de menos. Quase sempre você terminará com suas cutículas encharcadas de esmalte. O pincel espalha bem o esmalte, porém solta uns fiapinhos que precisam ser retirados com cuidado se você não quiser terminar com suas unhas cheias de traços horríveis.

Visão geral: produto de baixa qualidade. Foram necessárias três tentativas para eu conseguir um resultado razoável. A compra só compensa se o objetivo for viagens ou retoques de emergência.

O segundo produto que testei foi o Manicure Clean-Up Pen, um removedor de esmalte em formato de caneta que vem com dois refis extra e promete limpar o excesso de esmalte em apenas uma passada.

Pontos positivos: custa barato. Vem com dois refis.

Pontos negativos: aplicação difícil. A ponta muito grande dificulta a remoção do esmalte nos cantos das cutículas, não raro provocando acidentes e produzindo borrões nas unhas recém pintadas. São necessárias várias aplicações no mesmo ponto para remover o esmalte, o que torna o tempo de vida útil do refil bem mais curto. Esmaltes escuros tornam a tarefa ainda mais difícil.

Visão geral: produto de baixíssima qualidade. A boa e velha dupla acetona e algodão fará mais por você do que essa caneta enganadoramente mágica.

Continuo sonhando com o dia em que vão inventar uma máquina na qual você enfia as mãos e suas unhas saem feitinhas, igual uma vez vi a Olivia Palito fazendo no Popeye. Estou sonhando muito alto? rs

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Sombras Estée Lauder

Ganhei de uma amiga esse conjunto de sombras e lápis de olho da Estée Lauder de presente de aniversário. No Natal passado ela fez para cachecóis lindos para a gente. Não é uma fofa? Ela foi novamente muito feliz na escolha porque eu adoro maquiagem. Amei a paleta de cores das sombras! Com esse degradée de tons terra é possível montar uma produção bacana tanto para o dia quanto para a noite. Quase todas as maquiagens que eu tenho são da Clinique, adoro, mas como eu na verdade não sou fiel a nenhum delas gosto mesmo é de testar as novidades e usar e abusar de presentes bacanas como esse. Preciso comprar corretivo facial e lápis para contorno dos lábios. Alguma sugestão de marca e produto?
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Caminhadas no parque

Desde que retornei do Brasil temos feito caminhadas diárias no nosso parque preferido em Ann Arbor. Eu estava sentindo falta de me exercitar regularmente depois de anos testando as mais diversas modalidades esportivas sem levar adiante nenhuma delas. Cansada de jogar dinheiro fora fazendo coisas que eu detestava acabei redescobrindo a caminhada, de longe a minha atividade física preferida e a única, além da hidroginástica, que sinto real prazer em praticar. No Brasil eu fazia caminhada pela manhã todos os dias com minha mãe. Era um momento mãe e filha precioso e do qual sinto falta até hoje.

Pensando em reproduzir aqui algo parecido com esses momentos e que me proporcionasse o mesmo bem-estar físico e psicológico, sugeri a meu marido (e ele topou) as caminhadas diárias no parque. Nos dias em que não podemos ir lá caminhamos aqui no bairro mesmo. Se nevar ou chover tenho de me contentar com minha esteira ergométrica, mas tudo bem, porque o lugar não importa tanto. A ideia é nos manter em movimento, relaxar e fazer algo juntos. Está sendo uma delícia.

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Detroit Institute of Arts

Na sexta-feira de Páscoa fomos visitar o DIA: Detroit Institute of Arts. Eu adoro visitar museus, mas detesto ir a Detroit. Morro de medo. A cidade está tão suja, feia, decadente, violenta e abandonada que a gente desanima de ir lá. As ruas estão completamente vazias. No máximo você vê crianças brincando nas ruas. Dá até pena. Detroit já foi uma cidade vibrante e cheia de coisas interessantes para se ver e fazer. Uma lástima que por causa do descaso das autoridades o lugar tenha deteriorado dessa forma e represente hoje apenas uma sombra daquilo que foi um dia.

Felizmente não desisti do passeio porque eu adorei o lugar. O DIA possui um dos maiores acervos de arte dos EUA espalhado por mais de 100 galerias onde se destacam obras de cunho multicultural e multinacional que remontam da pré-história ao século 21. A diversidade do museu está evidenciada nas coleções de arte européia, americana, asiática, africana, indígena e moderna e contemporânea. Até um quadro de Cândido Portinari eu vi por lá.

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Windsor, Canadá

Domingo atravessamos a fronteira para passar a tarde em Windsor, no Canadá. Moro tão perto do Canadá que dá para ir e voltar no mesmo dia, não é legal? Windsor está separada de Detroit, nos EUA, pelo Detroit River e é também conhecida como The City of Roses. Da costa canadense é possível avistar uma Detroit de arranhas-céus belíssima, embora de perto a Motor City não pareça nada bela. Windsor, por sua vez, é uma cidade pequena e possui um ar decadente que muito me lembrou Niagara Falls, em New York. Naquele domingo chuvoso e com as lojas fechadas o centro da cidade pareceu triste e abandonado.
Circulamos de carro pelas imediações do downtown e fiquei particularmente encantada com um bairro cujas casas eram todas no estilo tudor (adoro). A costa é magnífica com seus muitos prédios e casas de alto padrão e os parques interligados que formam um longo calçadão de onde se pode apreciar o poluído, porém bonito, Detroit River. Pena que estava chovendo tanto e nem podemos sair do carro.
Para quem curte, uma boa atração de Windsor são os cassinos. Há quem cruze a fronteira só para tentar a sorte em um desses. Já eu não me interesso muito por esse tipo de coisa.
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Aniversário no The Chop House

Saímos ontem à noite para comemorar nosso segundo aniversário de casamento. O aniversário mesmo foi no dia 8 de março, mas como eu estava no Brasil nesse dia só agora tivemos oportunidade de celebrar adequadamente. Jantamos no mesmo restaurante  do nosso primeiro aniversário. Hilária foi minha recusa em vestir um winter coat para não amassar meu xale. Do estacionamento até o restaurante foram só duas quadras de caminhada, mas que frio que eu passei! Meu marido me oferecia o paletó dele e eu só repetia que não queria parecer feia. E fui caminhando devagarzinho porque meus pés estavam me matando naqueles saltos altíssimos. Entrei no restaurante com os pés esfolados e batendo o queixo. Burrice minha, né? Mas o que importa é que a noite foi linda, bebemos, rimos e comemos muito bem. Uma coisa que entre nós já virou tradição é comemorar nosso aniversário de casamento em grande estilo. Porque a gente merece.
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Seguro de jóias

Meu marido há muito tempo vinha me pedindo para colocar minhas jóias no seguro, mas para ser honesta com vocês, eu nem sequer sabia que esse tipo de serviço existia. Comecei então consultando algumas pessoas, como a Camila, em busca de maiores informações sobre o tema. Seguindo algumas orientações dela, entramos em contato com nossa seguradora para ver se eles tinham algum produto a nos oferecer. Evidentemente, cada seguradora possui regras/produtos próprios e a cobertura destes irá depender do tipo de apólice que você tem. No caso do seguro residencial, por exemplo, a maioria das seguradoras cobre apenas parcialmente os itens que estavam dentro da casa no momento do sinistro, isto é, a seguradora irá cobrir itens básicos como eletrodomésticos e mobília, mas não itens de luxo como obras de arte e jóias.

Para proteger esse tipo de coisa nossa seguradora oferece duas opções. Na primeira, uma cobertura de 5 mil dólares é garantida por uma extensão feita na apólice de seguro residencial já existente. Você precisa enviar para seu agente fotos de suas jóias e fazer uma descrição detalhada de cada uma delas. Nessa opção, suas jóias podem valer mais ou menos de 5 mil dólares, essa cobertura significa apenas que em caso de sinistro você terá ressarcido ao menos uma parte do valor de suas jóias. Na segunda opção, uma apólice de seguros específica é adquirida e o valor de cobertura só é determinado depois de suas jóias terem sido avaliadas por um ourives, que é quem estabelecerá o real valor de cada uma delas. Nessa opção, você alcança proteção total de suas jóias e em caso de sinistro o valor integral delas lhe será ressarcido.

Essas coberturas são válidas para qualquer item de luxo que você tiver e desejar proteger. Não há opção melhor ou pior e sim aquela que melhor se ajusta às suas necessidades e ao seu bolso.

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Cara de pobre

Entro em uma joalheria em Vitória. Meu marido e meu sobrinho estão comigo mas aguardam do lado de fora. Estou toda largada: bermuda, sandália rasteira e camiseta velha de algodão. Nem um pingo de maquiagem na cara. A vendedora está sentada checando notas fiscais. Levanta os olhos quando entro mas permanece sentada. Digo o que fui fazer ali. Ela responde de má vontade e continua a conferir as tais notas fiscais. Desconfiada de que a razão para aquele desinteresse todo era a forma como eu estava vestida, resolvi testá-la e mencionei que meu marido adorava me dar jóias de presente.

Na mesma hora a criatura parou o que estava fazendo e pela primeira vez desde que entrei na loja pareceu prestar atenção em mim, mencionou as novas coleções lançadas e perguntou toda simpática se eu não queria dar uma “olhadinha” em nada. Respondi que não e fui embora indignada. Bem-feito para a vendedora otária que por me julgar pela aparência acabou perdendo a oportunidade de receber uma bela comissão!

Se tem uma coisa que eu detesto no Brasil é essa discriminação por classe social e aparência. Qual é a solução para enfrentar preconceituosos como essa vendedora? Sair pelas ruas, debaixo de 40 graus Celsius, vestida como a madrasta da Cinderela só para não correr o risco de ser mal atendida? Que gente ridícula! Já aconteceu algo parecido com vocês?

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Meu colar de pérolas

 

Ganhei do meu marido, de aniversário de casamento, esse colar de pérolas de duas voltas com o qual eu sonhava há muito tempo e que agora irá fazer par com uns brincos de peróla e diamantes que ele me deu no nosso aniversário de casamento civil em 2008. Por eu já haver gastado um dinheirão com jóias no Brasil, falei pra ele que não precisava me comprar outras jóias este ano, mesmo assim ele foi lá e me fez essa surpresa maravilhosa e totalmente inesperada. Não vejo a hora de estrear meu colar novo no nosso jantar de aniversário! Meu marido é incrível, não esquece uma data, faz questão de comemorar absolutamente tudo e sempre me presenteia com coisas lindas (independente do preço que pagou por elas). Estou ficando mal acostumada com tanto mimo. rs
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Na minha casinha

Cheguei aos EUA ontem de madrugada, mas em casa mesmo só aportei no final da tarde porque eu vim por Chicago, tive consulta com meu cirurgião em Grand Rapids e depois ainda passamos no supermercado para abastecer a geladeira vazia. Como eu não me canso facilmente, aguentei bem o tranco o dia inteiro, mas na hora do jantar o cansaço bateu tão forte que eu comi com a cara enfiada no prato. Cheguei cheia de coisas para fazer, mas estou contente por estar de volta. Casa de mãe é uma delícia, mas não tem nada igual a casinha da gente. Minhas sete semanas no Brasil foram restauradoras. Curti muito minha mãe e meu sobrinho, só encontrei quem eu quis e passeei nada porque com todo mundo trabalhando e seguindo com sua rotina ficava muito difícil programar algo. 

Muita gente me perguntou se achei algo diferente ou estranho no Brasil após ficar um ano e meio sem ir lá. Achei tudo igual e no segundo dia era como se eu jamais tivesse saído do país e passado tanto tempo fora, da mesma forma que no segundo dia aqui eu já nem lembrava mais do Brasil. Comigo funciona assim, quando estou aqui esqueço de lá, quando estou lá esqueço daqui. Não sinto nostalgia nenhuma.

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